Manhê! Aprendi a programar!

Sempre que estou em eventos e também pela internet, pessoas me procuram para saber por onde começar a programar. Pensei, pensei, pensei e resolvi escrever sobre isso.

Pô! Por que pensar tanto? Porque muitas vezes me questiono sobre o que eu sei. Porque mudo de opinião constantemente. Porque tenho noção da pluralidade do mundo.

Mas sabendo que talvez eu possa ajudar alguém de alguma maneira, isso me motivou. Tem um projeto que há algum tempo eu queria realizar. Ele se chama “Manhê! Aprendi a programar!”. Nele vou tentar mostrar o caminho que me encanta na programação. E ele começa hoje, com esta postagem.

Como comecei a programar?

Quando comecei a programar, não sabia inglês. Até hoje tenho dificuldades. Olhava uma página na internet com um design bonito e já pensava: tenho que aprender isso. Não tinha a menor ideia do que era uma linguagem de programação, muito menos um banco de dados ou um servidor. Meus amigos não eram da tecnologia, meus pais também não, o Google não era popular e minha conexão com a internet era discada (muito, muito, mas muito lenta). Comecei lendo revistas. Dito isso, já podemos tirar algumas conclusões:

  • Você pode começar a programar sem saber inglês;
  • No início, muita coisa não faz sentido. Até hoje leio códigos e não entendo;
  • Em algum momento, vai fazer sentido. É mais rápido para uns e mais demorado para outros. Assim como tudo na vida.

Todos podem programar

A lógica está presente na nossa vida o tempo inteiro. Todos os dias temos que tomar decisões ou realizar ações mediante condições. Isso é programação. A única diferença é que você vai estar falando com um computador e, muitas vezes, ele acha que é mais esperto que você. Mas sempre que ele pensar isso, temos que fazer o possível para mostrar que ele está errado.

Então, o que nós programadores fazemos todos os dias é falar com computadores. E, como a maioria dos seres estrangeiros, ele fala uma língua diferente da sua. Indo ainda um pouco mais, ele fala váaaarias línguas diferentes da sua.

Qual linguagem escolher inicialmente?

Essa é fácil. Escolha uma sobre a qual você tenha com quem conversar. Todas são muito parecidas. Para você migrar futuramente, se quiser, é relativamente simples. As dificuldades são as mesmas de quando você muda de casa ou telefone. Você tem que aprender o nome das novas ruas, mas elas ainda continuam sendo ruas. Você tem que saber onde estão os menus, eles só mudaram de lugar.

Mas eu não tenho que escolher a mais rápida? A que consome menos recurso? A que o mercado pague melhor? Acredito que isso é cada vez mais indiferente. Principalmente nessa primeira etapa. Os programadores mais bem pagos programam em várias linguagens.

Logo abaixo facilito um pouco mais essa escolha.

O mundo do código aberto

Não poderia começar a falar de aprender a programar sem comentar sobre código aberto. Resumidamente: você consegue ver como um programa foi feito/escrito e aprender/modificar/futricar nele todo, sem ter que dar satisfação, pedir permissão ou pagar para alguém. Software livre e código aberto merecem uma postagem gigante à parte.

Nesses tempos mordernos, a centralização dos programas de código aberto está localizada, em sua grande maioria, em um site chamado Github. Lá você vai conseguir acessar os códigos sem nem mesmo precisar baixá-los. Passo horas diariamente navegando nesse site.

Como a maioria dos programas estão lá, acessei algumas informações do site para saber quais linguagens de programação tinham mais projetos disponíveis:

Quantidade de projetos Linguagem de programação
1.182.127 JavaScript
897.496 Java
728.008 Ruby
569.617 Python
510.410 PHP
177.003 Shell

Informações acessadas em 14/02/2015

Nesse universo todo de projetos, dá para ter uma boa referência de como se faz programas. Experimente buscar por projetos que são do seu interesse, como por exemplo: jogos, aplicativos para celular, eletrônica, robótica.

Importante: pesquisas em inglês sempre trarão mais resultados

Comunidades

Geralmente, quando as pessoas gostam de alguma coisa, elas se juntam para poder falar sobre aquilo e trocar experiências. É assim em todas as culturas. Não seria diferente na programação.

É de costume as comunidades serem divididas por linguagem de programação. Procurar uma comunidade me ajudou a conhecer outros programadores da linguagem, tirar dúvidas, participar de eventos, expressar minhas ideias, obter retorno sobre meus pensamentos e estar atualizado sobre o que está acontecendo.

Atualmente frequento as comunidades de PHP e Javascript aqui da Paraíba.

Existe também um site de perguntas e respostas que é excelente. Na maioria da vezes você nem precisa fazer a pergunta, pois ela já foi respondida. Se chama StackOverflow.

Espera que depois tem mais

Abra sua mente e seu coração e vamos programar. Até a próxima.

Published 14 February 2015